quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Comida Funcional contra o câncer


Alimentos Contra o Câncer


Bolos que podem evitar o câncer? Massas que baixam o nível do colesterol? O que parece soar como um truque de propaganda logo poderá se tornar uma realidade.
A semente de linhaça protege contra o câncer - mas nem todos gostam do seu sabor. Pesquisadores agora isolaram os valiosos componentes dessa semente, bem como da semente de tremoço. Incorporados no pão, bolo ou em sobremesas, eles protegem o organismo humano sem deixar um sabor desagradável na boca.


Linhaça e Tremoço


Cientistas alemães isolaram os elementos ativos das sementes de linho e tremoço e incorporaram experimentalmente esses compostos em vários tipos de alimentos: os compostos da semente de linho foram incorporados em bolos, pães e sobremesas, e os compostos da semente de tremoço foram incluídas nas receitas de pães e massas.
O resultado é não apenas delicioso, mas também muito saudável. O linho não é apenas rico em fibras solúveis, ele também contém fitoestrogenos, como um efeito similar ao das isoflavonas dos grãos de soja. De acordo com a literatura, eles protegem o organismo contra formas de câncer dependentes dos hormônios, como é o caso dos canceres de mama e próstata.
Os efeitos saudáveis das sementes de linhaça e tremoço já são bem conhecidas pela literatura, mas ainda falta uma investigação científica conclusiva sobre o assunto. Essas substâncias sem dúvida nenhuma têm um grande potencial.
Em cerca de três anos os novos alimentos com capacidade para prevenir o câncer e baixar o colesterol deverão estar disponíveis nas prateleiras dos supermercados.

Microorganismos probióticos ajudam na cura de infecções vaginais















Culturas láticas probióticas em associação com medicamentos antimicrobianos tradicionais podem aumentar a taxa de cura de infecções vaginais. A conclusão é de uma pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP.
A combinação, testada em pacientes com candidíase vulvovaginal (CVV) e vaginose bacteriana (VB), apresenta potencial para ser utilizada no tratamento clínico dessas patologias.
Participaram dos testes clínicos 64 pacientes diagnosticadas com VB e 68 com CVV, além de um grupo de 64 pacientes saudáveis que serviu como controle. As pacientes diagnosticadas com CVV, através de determinações clínico-laboratoriais, receberam dose única do antifúngico fluconazol (150mg) e suplementação diária aleatória com duas cápsulas para uso oral com probióticos ou duas cápsulas de placebo - preparação neutra sem efeito farmacológico -, durante quatro semanas.
O procedimento clínico também foi realizado entre as mulheres com diagnóstico de VB, que receberam dose única do antibiótico tinidazol (2g) e suplementação aleatória com duas cápsulas com os microrganismos ou placebo, pelo mesmo período.

Resultados positivos
Ao final do tratamento foi observado aumento da taxa de cura nos dois grupos de pacientes avaliados com a suplementação dos probióticos.
No caso das pacientes acometidas com CVV, o tratamento com agente antifúngico e placebo registrou 65,4% de taxa de cura, enquanto na associação com as cápsulas do probiótico a taxa determinada foi de 89,7%.
Da mesma forma, entre as pacientes com VB, a combinação com probióticos elevou a taxa de cura para 87,5%, enquanto entre as pacientes tratadas com tinidazol e placebo esta foi estimada em 50%.
Os resultados da pesquisa são promissores, mas devem ser avaliados com cautela, pois o trabalho envolveu um número relativamente pequeno de pacientes.
Uma parcela muito pequena das pacientes avaliadas nos testes clínicos exibiu efeitos adversos, como aumento do apetite, ocorrência de fezes líquidas ou episódios de dor de cabeça persistentes.
Porém, os sintomas não puderam ser definitivamente associados com a utilização dos microrganismos probióticos ou dos agentes antimicrobianos.Sera necessário mais estudos para a compreensão dos exatos mecanismos de ação envolvidos no sucesso terapêutico obtido com a combinação entre agentes antimicrobianos e probióticos.

domingo, 11 de outubro de 2009

Deficiência vitamina D aumenta risco de hipertensão em mulheres


A deficiência de vitamina D em mulheres na pré-menopausa pode aumentar o risco de desenvolver hipertensão, segundo uma pesquisa de longa duração feita nos Estados Unidos.
Segundo a pesquisa, as mulheres em pré-menopausa que tinham deficiência de vitamina D apresentaram risco três vezes maior de desenvolver hipertensão arterial sistólica 15 anos depois, em comparação com aquelas que tinham níveis normais.
"O estudo se diferencia de outros porque olhamos em um período de 15 anos, ou seja, foi feito um acompanhamento muito mais longo do que na maioria dos trabalhos. Os resultados indicam que a deficiência inicial de vitamina D pode aumentar o risco de longo prazo de pressão alta em mulheres de meia-idade", disse Flojaune Griffin, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan, principal autora do estudo.
Os pesquisadores examinaram mulheres registradas no Estudo de Metabolismo e Saúde Óssea de Michigan e analisaram dados de outras 559 mulheres que vivem na cidade de Tecumseh, no mesmo estado. O estudo começou em 1992, quando o grupo de mulheres tinha idade média de 38 anos.
Os pesquisadores tomaram leituras da pressão sanguínea anualmente durante o estudo. Os níveis de vitamina D no sangue foram medidos em 1993.

Monitoramento
Na fase inicial da pesquisa, 2% das mulheres tinham sido diagnosticadas ou eram tratadas para hipertensão e 4% tinham hipertensão não diagnosticada - definida como 140 milímetros de mercúrio (mm/Hg) ou mais. Mas 15 anos depois foi observada uma diferença significativa: 19% das mulheres tinham sido diagnosticadas ou estavam sendo tratadas para a hipertensão e 6% tinham o problema ainda não diagnosticado.
Os pesquisadores controlaram as variáveis para idade, massa gorda, uso de medicação anti-hipertensiva e tabagismo. A pressão sistólica é a pressão nas artérias quando o coração se contrai para impulsionar o sangue.
Os pesquisadores determinaram a situação da vitamina D por meio da medição das concentrações de 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] no sangue. Produzida pelo fígado e também conhecida como calcidiol, a 25(OH)D é o mais abundante metabólito circulante da vitamina D. O teste de 25(OH)D é o mais usado para determinar a deficiência da vitamina.

Falta de vitamina D
Para deficiência de vitamina D, o estudo tomou como base valores inferiores a 80 nanomoles por litro. Os autores apontam que há atualmente, especialmente entre mulheres, uma deficiência generalizada da vitamina. O motivo principal é que muitas mulheres não têm-se exposto o suficiente à luz solar - a vitamina D é sintetizada na pele por meio da ação dos raios ultravioleta
A vitamina D também pode ser ingerida em suplementos, mas não há um consenso, apontam os responsáveis pelo estudo, a respeito de qual seria a dose ideal. Alguns pesquisadores apontam que a quantidade recomendada atualmente, de 400 a 600 unidades internacionais (UI), seria muito pouco.


sucos de fruta contêm mais vitaminas do que consta na embalagem


Rótulos conservadores
Uma equipe de farmacêuticos da Universidade de Santiago de Compostela (Espanha), descobriu que os níveis de vitamina C em sucos de frutas e refrigerantes são muito mais elevados do que os indicados pelos fabricantes nos rótulos desses produtos.
A descoberta foi possível graças a uma nova técnica desenvolvida pelos pesquisadores para determinar o teor de vitamina C nesses tipos de bebidas.

Antioxidante natural

O ácido ascórbico, ou vitamina C, é um antioxidante natural presente em frutas e legumes, e pode ser utilizado como aditivo em sucos, geleias, produtos lácteos e outros alimentos.
A participação dessa substância no sistema imunológico e em outros processos bioquímicos, como a formação de colágeno e a absorção de ferro, é bem conhecida pelos cientistas.
No entanto, altos níveis de ácido ascórbico podem causar diarreia e problemas gastrointestinais, o que faz com que os cientistas procurem saber com cada vez mais precisão o nível da substância nos diversos alimentos.

Mais vitamina do que o indicado
Agora, o grupo de pesquisadores espanhóis desenvolveu uma nova técnica de cromatografia (processo utilizado para separar e identificar elementos quimicos), voltada especificamente para medir com exatidão a presença do ácido ascórbico em sucos e refrigerantes.
Após aplicarem o método, foi constatado que as quantidades marcadas nos rótulos de sucos, refrigerantes e bebidas isotônicas eram muito inferiores ao real. Em amostras de 17 produtos apenas 2 correspondiam ao que era indicado no rótulo.
Ana Rodríguez Bernaldo de Quirós é membro da equipe que desenvolveu a nova técnica, cujos detalhes foram recentemente publicados na revistaFood Chemistry. "As outras bebidas contêm níveis muito mais elevados do que indicado pelos fabricantes porque, como já havia sido comprovado em estudos anteriores, os rótulos indicam a quantidade de Vitamina C adicionada ao produto, sem levar em conta as quantidades já presentes na fruta," explicou ela.

Vitamina C com precisão
Bernaldo de Quirós destaca a maior resolução e sensibilidade do método, por meio do qual é possível detectar até 0,01 miligramas de vitamina C por litro deve-se à utilização da nova cromatografia em coluna, baseado em partículas esféricas de sílica ultra pura de 3 micrômetros de diâmetro.
"Outra vantagem do método é a sua simplicidade e rapidez, com o tempo de 6 minutos para obtenção dos resultados das análises," comentou a pesquisadora.

Níveis de vitamina C nas bebidas
Com a nova técnica, foram obtidos dados curiosos a respeito da quantidade do ácido ascórbico nas bebidas.
Das 17 amostras analisadas, aquela com o nível mais elevado de vitamina C foi o suco de maçã com (840 mg/l), mais do que os apresentados nos sucos de laranja (352-739 mg/l). Os resultados para o abacaxi e suco de uva atingiram 702 mg/l. E entre 30,2 e 261 mg/l para os refrigerantes.

Prazo de validade da vitamina C
Os pesquisadores também avaliaram como o teor de vitamina C dos sucos de laranja e chás varia enquanto estão nas prateleiras, em condições de temperatura especificada pelo fabricante.
Depois de 6 dias, a presença do acido ascórbico no suco caiu 8%, enquanto nos chás essa quantidade chega a 54% na temperatura de 4 ºC e praticamente desaparece à temperatura ambiente.

Obs: Das 17 amostras de suco a que apresentou mais teor de vitamina C foi o suco de maçã.




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